Cá no Nosso Tempo
Cá no Nosso Tempo
Projeto de inovação social focado no combate ao isolamento da população sénior em Odemira, promovendo o diálogo intergeracional e a valorização da memória coletiva local


Escutar o território e transformar o isolamento em património
Nas freguesias de São Teotónio e São Luís, em Odemira, o envelhecimento e a dispersão geográfica resultam frequentemente em isolamento social.
O projeto “Cá no Nosso Tempo” responde a esta realidade criando momentos de escuta ativa e empatia.
Através da partilha de histórias e memórias de vida, capacitam-se voluntários e aproximam-se gerações, transformando o tempo e as vivências individuais num valioso ativo cultural para toda a comunidade.


Benefícios e Impacto Social
Combate à Solidão: Presença física e visitas domiciliárias que quebram o isolamento.
Diálogo Intergeracional: Ligação entre idosos e alunos para uma aprendizagem mútua.
Preservação da Memória: Recolha e registo de memórias para acervo comunitário.
Valorização Pessoal: Reconhecimento da história de vida e dos saberes da população sénior.
Razão de ser do projeto: o envelhecimento exige presença, escuta e validação
A solidão e o envelhecimento silenciador das zonas rurais exigem mais do que apenas cuidados físicos de saúde; exigem presença, escuta e validação.
Pretende-se devolver o "tempo de antena" aos mais velhos, permitindo que as suas vivências sirvam de ponte de aprendizagem e cidadania para as gerações mais jovens e devolvendo as suas histórias a toda a comunidade.
Onde e Como Atuamos (Ir ao Encontro das Pessoas):
Ocupação do Espaço Público: Não esperamos que as pessoas venham até nós. Integramos as rotinas da comunidade, estando presentes nos cafés locais, bancos de jardim e espaços de convívio.
Visitas Domiciliárias (Chegar Onde Ninguém Chega): Através da parceria decisiva com as Juntas de Freguesia de São Teotónio e São Luís, identificamos e visitamos em casa os idosos isolados que já não conseguem sair, garantindo que ninguém fica esquecido.

Resumo Projeto
Promotor: Associação Arco do Tempo.
Destinatários: População sénior e jovens de Odemira.
Parceiros: Agrupamento de Escolas de Odemira, Juntas de Freguesia de São Teotónio e São Luís, Rádio Rio e Lar de São Teotónio.
Âmbito: Inovação social e coesão territorial no concelho de Odemira.

Como funciona a metodologia da "escuta ativa"
Para operacionalizar a relação interpessoal de forma estruturada, o projeto criou o Banco de Escutadores (ou Banco de Conversa), uma estrutura assente na troca de tempo e na valorização do capital imaterial da comunidade.
O "Escutador": Um voluntário capacitado e treinado não para "passar o tempo", mas para acolher e validar a existência, dignidade e voz do outro.
O Capital Acumulado: O valor gerado nesta rede são as memórias partilhadas, o afeto e a atenção mútua.
O Fluxo da Metodologia (Os 3 Pilares):
O Encontro: Presença física e empática que estabelece o contacto e quebra o isolamento.
A Escuta: Foco absoluto na pessoa, passando de um simples ouvir para um escutar ativo e sem julgamentos.
O Registo: Levantamento das histórias de vida e memórias locais para o património coletivo.
Impacto Intergeracional:
Em parceria com o Agrupamento de Escolas de Odemira, os jovens tornam-se escutadores, aprendendo a história da sua terra na primeira pessoa enquanto a sua energia renova o quotidiano dos mais velhos — criando um ciclo perfeito de aprendizagem mútua e cidadania.
Legado: um arquivo vivo
O projeto termina, mas as vozes ficam, através da construção de um arquivo imaterial de memórias de Odemira, preservado digitalmente e acessível às futuras gerações.
Em parceria com a Rádio Rio, transformamos os registos de escuta em entrevistas e podcasts, dando "tempo de antena" aos seniores e devolvendo as suas histórias a toda a população.
